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PONTO DE VISTA
Número 03 – “Folclore”
           Em sua terceira edição, o “Ponto de Vista” traz um assunto oportuno para esta época do ano, o Folclore, celebrado em agosto.
           De acordo com a maioria dos Dicionários da Língua Portuguesa, folclore é um conjunto de costumes, lendas, provérbios, manifestações artísticas em geral, preservado por um povo ou por um grupo populacional, por meio de tradução oral. Trata-se da ciência das tradições culturais, dos usos e das artes de um povo. A tradução da palavra a partir de sua origem é “conhecimento do povo”.
           Todos os povos possuem expressão culturais, tradições, crenças e superstições que são passadas de geração em geração através de lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidades, brincadeiras infantis, mitos e adivinhações. Trata-se de algo tão arraigado à sociedade que a própria UNESCO se coloca como defensora, promotora e preservadora da cultura folclórica.
           Existem quatro fatores determinantes para precisar uma cultura folclórica:
1)      Tradição: construção alicerçada pelo passado;
2)      Dinamicidade: capacidade de flexibilidade frente às mudanças;
3)      Funcionalidade: identidade com a cultura pessoal;
4)      Aceitação coletiva: abrangência e fácil adaptação.
Os fatores culturais que constroem uma identidade folclórica podem variar de acordo com cada cultura e costume de um povo específico. Como o Brasil é um país de dimensões continentais essas diferenças são ainda mais acentuadas e diversificadas em cada região. Há uma cultura folclórica muito bem determinada e específica, por exemplo, no Nordeste brasileiro e também na região Sul do país. Algumas manifestações do folclore brasileiro são: Saci-pererê, Iara, Mula sem Cabeça, Bumba meu Boi, Carnaval, dentre tantos outros.
O povo de Deus pertence exclusivamente ao Senhor e vive como Igreja em missão no mundo, no entanto, a Igreja não está plantada nas nuvens, pelo contrário, tem raízes e alicerces fincados no chão cultural e muitas vezes torna-se até mesmo o alvo de tais manifestações. Por isso, penso que devemos tomar cuidado com as seguintes polarizações:
1)      A polarização da alienação: não podemos e nem devemos viver alienados; não temos essa opção. Nossos filhos estão matriculados nas escolas particulares e públicas e estudam, pintam, escrevem e conversam sobre este tema. O caminho não é de tirá-los da escola ou de reprimi-los em relação ao assunto, afinal, o melhor caminho é o do diálogo e o da instrução como a Palavra de Deus nos ensina. Da mesma forma os adultos também estão direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente em contato com culturas folclóricas e não devem agir com extremismo, arrogância e senso de superioridade, isolamento ou preconceito. O adulto tem condições e argumentos para pensar, refletir, considerar e dialogar com qualquer pessoa e maturidade para tomadas de decisões que nos levam à obedecer a Deus não sendo tolerante com aquilo que é contrário ao ensino da Bíblia, mas tolerante com as pessoas que não tem a mesma visão, que poderiam ser considerados néscios neste assunto. Os discípulos de Jesus precisam tomar cuidado para não “demonizar” a cultura, pois, fazendo isso, facilmente dará o próximo passo em direção à “demonizar” os que ela representam.
2)      A polarização do envolvimento: não podemos e nem devemos viver engajados e comprometidos com a cultura do folclore, afinal, trata-se de um conjunto de conceitos e preceitos fruto da ilusão e da criatividade humana sem qualquer compromisso com a realidade. O verdadeiro discípulo de Jesus não vive oprimido por conta do mal, não toma decisões apoiado na astrologia e nem dependem da sorte ou do azar para o seu sucesso ou fracasso. Servos de Deus vivem amparados pela providência, pelo governo e pela soberania de Deus, que nos criou para a sua glória que conhecer e dirige todos os nossos caminhos. Os discípulos de Jesus precisam se precaver para não se verem enredados com costumes e culturas que tirem a dependência de Deus para se apoiar em colunas humanas, invencionices e tradições que só afastam mais do ensino da Palavra. Somos fruto de uma sociedade extremamente religiosa com as mais diversas e diferentes expressões que se confundem, se misturam e se expressam de maneiras muito peculiares, sendo assim, pode ser que alguém que começou a sua caminhada de fé ainda não esteja completamente maduro para dar alguns passos e acabe cedendo às falsas seguranças que o místico oferece.
Levando em consideração o perigo destes dois extremos, devemos levar em consideração que o melhor mesmo é o caminho do equilíbrio. Temos liberdade em Cristo para conviver com culturas e costumes locais ou globais, bem como com as pessoas que as defendem com total harmonia e com poder de influência positiva para o Reino de Deus. O caminho da alienação só nos afasta das pessoas que precisam do amor de Deus. O caminho do engajamento pode ser motivo de escândalo e pedra de tropeço para aqueles que buscam no testemunho de alguém um exemplo e referência de vida nova em Jesus Cristo.
Por tudo isso é que em nosso “Ponto de Vista”, o folclore tem seu o seu espaço na agenda cultural, no entanto, não é produto de crença e fé. Deve ser respeitado pelos discípulos de Jesus, mas não seguido, considerado e ter influência sobre a sua vida e decisões.
Bom proveito! Que Deus abençoe a sua vida!
“Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”. I Pedro 3,15
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